O que vi (e o que aprendi) na visita do Cidadania Digital a Alcântara


Se tem uma coisa que eu acredito, é que a internet pode ser muito mais do que redes sociais e memes. Ela pode ser liberdade. E foi exatamente isso que vi acontecer de perto entre os dias 7 e 9 de maio, quando acompanhei as novidades do projeto Cidadania Digital lá em Alcântara.

Para quem não sabe, esse projeto é uma parceria incrível entre a UFMA e a Anatel. Mas esqueça aquela ideia de técnicos apenas instalando cabos e indo embora. O buraco é muito mais embaixo e muito mais bonito.

Papo reto com quem entende do território

O que mais me chamou a atenção foi o respeito pela tradição. A equipe não chegou ditando regras; eles foram para ouvir. Visitaram comunidades quilombolas e pesqueiras para entender a realidade de quem vive ali.

Como disse o Prof. Dr. Saulo Pinto Silva, coordenador do projeto, não dá para falar de tecnologia sem sentir o chão que se pisa. Eles foram entender as dificuldades, mas também as oportunidades de ouro que o mundo digital pode trazer para a economia e a cultura local.

Acesso não é tudo (e a Profa. Zefinha explicou o porquê)

Uma frase da Profa. Dra. Zefinha Bentivi ficou ecoando na minha cabeça: "Não basta o acesso; é necessário e urgente o letramento digital".

Faz todo o sentido, né? De que adianta ter um smartphone na mão se você não sabe como ele pode te ajudar a vender seu produto, a estudar ou a garantir seus direitos? O foco aqui é autonomia. É transformar o celular em uma ferramenta de trabalho e de voz para essas comunidades.

Depois dessa imersão e desse "pé na estrada" em Alcântara, o projeto agora parte para a prática: cursos e oficinas de verdade!

Fico aqui pensando no impacto disso. Ver a academia (UFMA) saindo dos muros da universidade e se unindo a um órgão federal (Anatel) para mudar a vida das pessoas na ponta é o tipo de notícia que a gente precisa espalhar. Alcântara e Raposa estão sendo os grandes laboratórios dessa mudança, e eu mal posso esperar para ver os frutos disso.

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