Projeto FatiaÊ, de professores da UFMA, propõe novo modelo de amortização de dívidas para trabalhadores


Dois professores da Universidade Federal do Maranhão defendem a criação de uma infraestrutura pública de amortização de dívidas voltada para trabalhadores informais e pessoas com renda variável no Brasil. A proposta integra o projeto “FatiaÊ”, desenvolvido em parceria entre a universidade, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Maranhão, a Fundação Sousândrade e representantes da sociedade civil.


O economista Saulo Pinto e o filósofo Cristiano Capovilla argumentam que programas de renegociação, como o Desenrola, são importantes para reduzir a inadimplência, mas não enfrentam a origem estrutural do problema. Segundo eles, o atual sistema financeiro opera com cobranças rígidas e incompatíveis com a realidade de milhões de brasileiros que vivem de trabalhos informais, “freelas” e aplicativos.


A proposta do FatiaÊ é permitir pagamentos parciais de contas por meio do PIX e de carteiras digitais. No modelo, o usuário pode quitar partes da dívida conforme recebe recursos, reduzindo diretamente o saldo principal e impedindo que juros e multas incidam sobre o valor integral da cobrança. 

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