A remoção do tradicional Cruzeiro da cidade de Primeira Cruz (MA) provocou uma onda de indignação entre moradores, lideranças religiosas e parlamentares locais. O monumento, considerado um importante símbolo religioso e marco cultural do município, foi retirado por determinação da Prefeitura Municipal sem comunicação prévia à população ou justificativa aparente.
Em nota oficial divulgada nesta terça-feira, 11 de agosto de 2026, o Conselho Paroquial e o Administrador Paroquial da Quase-Paróquia de Primeira Cruz manifestaram "veemente repúdio e indignação" diante do ato. A instituição classificou a medida como uma arbitrariedade que desrespeita a liberdade religiosa, a memória e a identidade cultural do povo católico da região.
"O Cruzeiro representa não apenas a fé do povo católico, mas também a memória, a cultura e a identidade do município", destaca o comunicado da comunidade eclesiástica. A Igreja informou ainda que adotará todas as medidas cabíveis nas esferas eclesiástica, administrativa e judicial para buscar a responsabilização dos envolvidos e a devida reparação do dano causado à comunidade.
Repercussão Política
A decisão do Poder Executivo municipal também repercutiu na Câmara de Vereadores. O vereador de oposição, Dr. Hilton Cardoso, utilizou suas redes sociais para repudiar publicamente a ação. O parlamentar reforçou que o projeto ou a ideia de remoção do monumento jamais passou por discussão ou votação no Poder Legislativo local, criticando a falta de transparência da gestão.
A ausência de diálogo com a sociedade civil e com os órgãos representativos tem intensificado as críticas à prefeitura, que até o momento não emitiu pronunciamento oficial esclarecendo os motivos da intervenção ou informando se há projetos para a reconstrução do espaço.


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